Este blog é um espaço destinado a psicopedagogos, pais, professores, pacientes, alunos e interessados na discussão e dicas de temas relacionados à aprendizagem.
Pp Caroline Amaral dos Santos

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Como ler um texto


O aprendizado da leitura

Interessa a todos saber que procedimento se deve adotar para tirar o maior rendimento possível da leitura de um texto. Mas não se pode responder a essa pergunta sem antes destacar que não existe para

ela uma solução mágica, o que não quer dizer que não exista solução alguma. Genericamente, pode-se afirmar que uma leitura proveitosa

pressupõe, além do conhecimento lingüístico propriamente dito, um repertório de informações exteriores ao texto, o que se costuma chamar de

conhecimento de mundo. A título e ilustração, observe a questão seguinte, extraída de um vestibular da UNICAMP:

Às vezes, quando um texto

é ambígüo, é o conhecimento de mundo que o leitor tem dos fatos que lhe permite fazer

uma interpretação adequada do que se lê. Um bom exemplo é o texto que segue:

As videolocadoras de São

Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991, do

Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de

18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais. (Folha Sudeste, 6/6/92)

É o conhecimento lingüístico

que nos permite reconhecer a ambigüidade do texto em questão (pela posição em que se situa, a

expressão sem a companhia ou autorização dos pais permite a interpretação de que com a companhia ou autorização dos pais os menores podem ir a

rodeios ou motéis). Mas o nosso conhecimento de mundo nos adverte de que essa interpretação é estranha e só pode ter sido produzida por engano do redator. É muito

provável que ele tenha tido a intenção de dizer que os menores estão proibidos de ir a rodeios sem a companhia ou

autorização dos pais e de freqüentarem motéis.

Como se vê, a compreensão do texto depende também do conhecimento de

mundo, o que nos leva à conclusão de que o aprendizado da leitura depende muito das aulas de Português, mas também de todas as outr

as disciplinas sem exceção.

- Três questões básicas

Uma boa medida para aval

iar se o texto foi bem compreendido é a resposta a três questões básicas:

I - Qual é a questão de que o texto está tratando? Ao tenta

r responder a essa pergunta, o leitor será obrigado a distinguir as questões secundárias da principal, isto e, aquela em torno da qual gira o texto inteiro. Quando o leitor

não sabe dizer do que o texto está tratando, ou sabe apenas de maneira genérica e confusa, é sinal de que ele precisa ser lido com mais atenção ou de que o leitor não

tem repertório suficiente para compreender o que está diante de seus olhos.

II - Qual é a opinião do autor

sobre a questão posta em discussão? Disseminados pelo texto, aparecem vários indicadores da opinião de quem escreve. Por isso, uma leitura

competente não terá dificuldade em identificá-la. Não saber dar resposta a essa questão é um sintoma de leitura desatenta e dispersiva.

III - Quais são os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar a opinião dada? Deve-se entender por argum

ento todo tipo de recurso usado pelo autor para convencer o leitor de que ele está falando a verdade. Saber reconhecer os argumentos do autor é também um sintoma d

e leitura bem feita, um sinal claro de que o leitor acompanhou o desenvolvimento das idéias. Na verdade, entender um texto significa acompanhar com atenção o seu percurso argumentativo.

Francisco Platão Savioli é Professor e Autor de Português do Anglo

Vestibulares e também Professor Assistente Doutor de Língua Portuguesa, Redação e Expressão Oral do

Departamento de Comunicações e Artes da ECA-USP.

Bons motivos para

cuidarmos da leitura

A leitura é um processo muito mais amplo do que podemos imaginar. Ler não é unicamente interpretar os símbolos gráficos, mas interpretar o mundo em que vivemos. Na verdade, passamos todo o nosso tempo lendo!

O psicanalista francês Lacan disse que o olhar da mãe configura a estrutura psíquica da criança, ou seja, esta se vê a partir de como vê seu reflexo nos olhos da mãe! O bebê, então, segundo esta citação, lê nos olhos da mãe o sentimento com que é recebido e interpreta suas emoções: se o que encontra é rejeição, sua experiência básica será de terror; se encontra alegria, sua experiência será de tranqüilidade, etc. Ler está tão relacionado com o fato de existirmos que nem nos preocupamos em aprimorar este processo. É lendo que vamos construindo nossos valores e estes são os responsáveis pela transformação dos fatos em objetos de nosso sentimento.

Leitura é um dos grandes, senão o maior, ingrediente da civilização. Ela é uma atividade ampla e livre – fato comprovado pela frustração de algumas pessoas ao assistirem a um filme, cuja história já foi lida em um livro. Quando lemos, associamos as informações lidas à imensa bagagem de conhecimentos que temos armazenados em nosso cérebro e então somos capazes de criar, imaginar e sonhar.

É por meio da leitura que podemos entrar em contato com pessoas distantes ou do passado, observando suas crenças, convicções e descobertas que foram imortalizadas por meio da escrita. Esta possibilita o avanço tecnológico e científico, registrando os conhecimentos, levando-os a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, desde que saibam decodificar a mensagem, interpretando os símbolos usados como registro da informação. A leitura é o verdadeiro elo integrador do ser humano e a sociedade em que ele vive!

O mundo de hoje é marcado pelo enorme fluxo de informações oferecidas a todo instante. É preciso também tornarmo-nos mais receptivos e atentos, para nos mantermos atualizados e competitivos. Para isso, é imprescindível leitura que nos estimule cada vez mais em vista dos resultados que ela oferece. Se você pretende acompanhar a evolução do mundo, manter-se em dia, atualizado e bem informado, precisa preocupar-se com a qualidade da sua leitura.

As operações do ato de ler

Ao ler realizamos as seguintes operações:

1) Captamos o estímulo, ou seja, por meio da visão, encaminhamos o material a ser lido para nosso cérebro.

2) Passamos, então, a perceber e a interpretar o dado sensorial (palavras, números, etc.) e a organizá-lo segundo nossa bagagem de conhecimentos anteriores. Para essa etapa, precisamos de motivação, de forma a tornar o processo mais otimizado possível.

3) Assimilamos o conteúdo lido integrando-o ao nosso arquivo mental” e aplicando o conhecimento ao nosso

cotidiano

Livro interessante ou leitores interessados?

Observe: você pode gostar de ler sobre esoterismo e uma pessoa próxima não se interessar por este assunto. Por outro lado, será que esta mesma pessoa se interessaria por um livro que fale sobre História ou esportes? No caso da leitura, não existe livro interessante, mas leitores interessados.

Leitura eficiente

A pessoa que se preocupa com a qualidade de sua leitura e com o resultado que poderá obter, deve pensar no ato de ler como um comportamento que requer alguns cuidados, para ser realmente eficaz.

1) Atitude

Pensamento positivo para aquilo que deseja ler. Manter-se descansado é muito importante também. Não adianta um desgaste físico enorme, pois a retenção da informação será inversamente proporcional. Uma alimentação adequada é muito importante.

Cuidado! Devemos virar a página, segurando-a pelo lado superior, antes de lermos a última frase!

2) Ambiente

O ambiente de leitura deve ser preparado para ela. Nada de ambientes com muitos estímulos que forcem a dispersão. Deve ser um local tranqüilo, agradável, ventilado, com uma cadeira confortável para o leitor e mesa para apoiar o livro a uma altura que possibilite postura corporal adequada.

Quanto à iluminação, deve vir do lado posterior esquerdo, pois o movimento de virar a página acontecerá antes de ter sido lida a última linha da página direita e, de outra forma, haveria a formação de sombra nesta página, o que atrapalharia a leitura.

3) Objetos necessários

Para evitar de, durante a leitura, levantarmos para pegar algum objeto que julguemos importante, devemos colocar lápis, marca-texto e dicionários sempre à mão. Quanto sublinhar os pontos importantes do texto, é preciso aprender a técnica adequada. Não o fazer na primeira leitura, evitando que os aspectos sublinhados parecem-se mais com um mosaico de informações aleatórias.

Os diferentes níveis de leitura

Ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação dos símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido, comparando-o e incorporando-o à sua bagagem pessoal, ou seja, requer que o indivíduo mantenha um comportamento ativo diante da leitura. Para que isso aconteça, é necessário que haja maturidade para a compreensão do material lido, senão tudo cairá no esquecimento ou ficará armazenado em nossa memória sem uso, até que tenhamos condições cognitivas para utilizar.

De uma forma geral, passamos por diferentes níveis ou etapas até termos condições de aproveitar totalmente o assunto lido. Essas etapas ou níveis são cumulativas e vão sendo adquiridas pela vida, estando presente em praticamente toda a nossa leitura.

O PRIMEIRO NÍVEL é elementar e diz respeito ao período de alfabetização. Ler é uma capacidade cerebral muito sofisticada e requer experiência: não basta apenas conhecermos os códigos, a gramática, a semântica – é preciso que tenhamos um bom domínio da língua.

O SEGUNDO NÍVEL é a pré-leitura ou leitura inspecional. Tem duas funções específicas: primeiro, prevenir para que a leitura posterior não nos surpreenda e, sendo, para que tenhamos chance de escolher qual material leremos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o livro. É a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias” .

Nela, por meio do salteio de partes, respondem basicamente às seguintes perguntas:

Por que ler este livro?

Será uma leitura útil?

Dentro de que contexto ele poderá se enquadrar?

Essas perguntas devem ser revistas durante as etapas que se seguem, procurando usar de imparcialidade quanto ao ponto de vista do autor, e o assunto, evitando preconceitos.

Se você se propuser a ler um livro sem interesse, com olhar crítico, rejeitando-o antes de conhecê-lo, provavelmente o aproveitamento será muito baixo.


LER É

armazenar informações;

desenvolver;

ampliar horizontes;

compreender o mundo;

comunicar-se melhor;

escrever melhor;

relacionar-se melhor com o outro.

Pré-leitura

Nome do livro

Autor

Dados bibliográficos

Prefácio e índice

Prólogo e introdução

Os passos da pré-leitura

O primeiro passo é memorizar o nome do autor e a edição do livro, fazer um folheio sistemático: ler o prefácio e o índice (ou sumário), analisar um pouco da história que deu origem ao livro, ver o número da edição e o ano de publicação. Se falarmos em ler um Machado de Assis, um Júlio Verne, um Jorge Amado, já estaremos sabendo muito sobre o livro, não é? É muito importante verificar estes dados para enquadrarmos o livro na cronologia dos fatos e na atualidade das informações que ele contém. Verifique detalhes que possam contribuir para a coleta do maior número de informações possível. Tudo isso vai ser útil quando formos arquivar os dados lidos no nosso arquivo mental!

A propósito, você sabe o que seja um prólogo, um prefácio e uma introdução? Muita gente pensa que os três são a mesma coisa, mas não:

PRÓLOGO: é um comentário feito pelo autor a respeito do tema e de sua experiência pessoal.

PREFÁCIO: é escrito por terceiros ou pelo próprio autor, referindo-se ao tema abordado no livro e muitas vezes também tecendo comentários sobre o autor.

INTRODUÇÃO: escrita também pelo autor, referindo-se ao livro e não ao tema.

O segundo passo é fazer uma leitura superficial. Pode-se, nesse caso, aplicar as técnicas da leitura dinâmica.

O TERCEIRO NÍVEL é conhecido como analítico. Depois de vasculharmos bem o livro na pré-leitura, analisamos o livro. Para isso, é imprescindível que saibamos em qual gênero o livro se enquadra: trata-se de um romance, um tratado, um livro de pesquisa e, neste caso, existe apenas teoria ou são inseridas práticas e exemplos. No caso de ser um livro teórico, que requeira memorização, procure criar imagens mentais sobre o assunto, ou seja, VEJA, realmente, o que está lendo, dando vida e muita criatividade ao assunto. Note bem: a leitura efetiva vai acontecer nesta fase, e a primeira coisa a fazer é ser capaz de resumir o assunto do livro em duas frases. Já temos algum conteúdo para isso, pois o encadeamento das idéias já é de nosso conhecimento. Procure, agora, ler bem o livro, do início ao fim. Esta é a leitura efetiva, aproveite bem este momento!

Fique atento!

Aproveite todas as informações que a pré-leitura ofereceu.

Não pare a leitura para buscar significados de palavras em dicionários ou sublinhar textos – isto será feito em outro momento!

O QUARTO NÍVEL de leitura é o denominado de controle. Trata-se de uma leitura com a qual vamos efetivamente acabar com qualquer dúvida que ainda persista. Normalmente, os termos desconhecidos de um texto são explicitados neste próprio texto, à medida que vamos adiantando a leitura. Um mecanismo psicológico fará com que fiquemos com aquela dúvida incomodando-nos até que tenhamos a resposta. Caso não haja explicação no texto, será na etapa do controle que lançaremos mão do dicionário.

Veja bem: a esta altura já conhecemos bem o livro e o ato de interromper a leitura não vai fragmentar a compreensão do assunto como um todo. Será, também, nessa etapa que sublinharemos os tópicos importantes, se necessário.

Para ressaltar trechos importantes opte por um sinal discreto próximo a eles, visando principalmente a marcar o local do texto em que se encontra, obrigando-o a fixar a cronologia e a seqüência deste fato importante, situando-o no livro.

Aproveite bem esta etapa de leitura!

Para auxiliar no estudo, é interessante que, ao final da leitura de cada capítulo, você faça um breve resumo com suas próprias palavras de tudo o que foi lido.

Um QUINTO NÍVEL pode ser opcional: a etapa da repetição aplicada. Quando lemos, assimilamos o conteúdo do texto, mas aprendizagem efetiva vai requerer que tenhamos prática, ou seja, que tenhamos experiência do que foi lido na vida. Você só pode compreender conceitos que tenha visto em seu cotidiano. Nada como unir a teoria à prática. Na leitura, quando não passamos pela etapa da repetição aplicada, ficamos muitas vezes sujeitos àqueles brancos quando queremos evocar o assunto. Para evitar isso, faça resumos! Observe agora os trechos sublinhados do livro e os resumos de cada capítulo, trace um diagrama sobre o livro, esforce-se para traduzi-lo com suas próprias palavras. Procure associar o assunto lido com alguma experiência já vivida ou tente exemplificá-lo com algo concreto, como se fosse um professor e o estivesse ensinando para uma turma de alunos interessados. É importante lembrar que esquecemos mais nas próximas 8 horas do que nos 30 dias posteriores. Isto quer dizer que devemos fazer pausas durante a leitura e ao retornarmos ao livro, consultamos os resumos. Não pense que é um exercício monótono! Nós somos capazes de realizar diariamente exercícios físicos com o propósito de melhorar a aparência e a saúde. Pois bem, embora não tenhamos condições de ver com o que se apresenta nossa mente, somos capazes de senti-la quando melhoramos nossas aptidões como o raciocínio, a prontidão de informações e, obviamente, nossos conhecimentos intelectuais. Vale a pena se esforçar no início e criar um método de leitura eficiente e rápido.

Vícios de leitura

Como é seu comportamento de leitor?

Por acaso você tem o hábito de ler movimentando a cabeça? Ou, quem sabe, acompanhando com o dedo? Talvez vocalizando baixinho... Você não percebe, mas esses movimentos são alguns dos tantos que prejudicam a leitura. Esses movimentos são conhecidos como vícios de linguagem.

Movimentar a cabeça

Procure perceber se você não está movimentando a cabeça enquanto lê. Este movimento, ao final de pouco tempo, gera muito cansaço além de não causar nenhum efeito positivo. Durante a leitura apenas movimentamos os olhos.

Regressar no texto, durante a leitura

Pessoas que têm dificuldade de memorizar um assunto, que não compreendem algumas expressões ou palavras tendem a voltar na sua leitura. Este movimento apenas incrementa a falta de memória, pois secciona a linha de raciocínio e raramente explica o desconhecido, o que normalmente é elucidado no decorrer da leitura. Procure sempre manter uma seqüência e não fique “indo e vindo” no livro. O assunto pode se tornar um bicho de sete cabeças!

Ler palavra por palavra

Para escrever usamos muitas palavras que apenas servem como adereços. Procure ler o conjunto e perceber o seu significado.

Subvocalização

É o ato de repetir mentalmente a palavra. Isto só será corrigido quando conseguirmos ultrapassar a marca de 250 palavras por minuto.

Usar apoios

Algumas pessoas têm o hábito de acompanhar a leitura com réguas, apontando ou utilizando um objeto que salta “linha a linha”. O movimento dos olhos é muito mais rápido quando é livre do que quando o fazemos guiado por qualquer objeto.

Andréa Machado e Edson Teixeira

Fonte: http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=vestibular/dicas/docs/comoler


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Como fazer meus estudos renderem mais?

Não existe uma fórmula para estudar. O segredo é conhecer seus limites e descobrir onde é preciso melhorar.

Como todo mundo sabe, não existe uma fórmula para estudar. Cada pessoa desenvolve um método de aprendizagem diferente: alguns se debruçam horas sobre os livros para compreender determinado conteúdo enquanto outros entendem a matéria em poucos minutos. E isso não é uma questão de inteligência, mas sim de facilidade em relacionar a matéria estudada com coisas que você já conhece e de utilizar os sentidos certos.

O segredo, portanto, é se conhecer. Você aprende melhor ouvindo o professor explicar do que estudando sozinho em casa? Tente estudar em voz alta, provavelmente a audição o ajuda a fixar matéria. Prefere ver os gráficos a ouvir a explicação? Então faça esquemas e cole nas paredes do seu quarto de estudos, possivelmente o seu forte é a visão.

Descubra quanto tempo você precisa dedicar para cada matéria. Reserve mais tempo para as matérias em que você tem mais dificuldade e mantenha o ritmo de estudos em relação àquelas em que está indo bem. Depois disso, prepare um cronograma e uma agenda diária e tente cumpri-la a risca. Se você faz cursinho, o ideal é rever o conteúdo quando chegar em casa, pois a matéria ainda está fresquinha na sua cabeça.

Separe um tempinho para fazer o que você gosta, pois o lazer ajuda a manter o equilíbrio e dá fôlego para a hora de voltar aos estudos. Cinema e literatura são uma boa pedida, pois as artes estão intimamente ligadas à interpretação de fenômenos sociais, um quesito bastante cobrado no vestibular.

Não deixe de praticar esportes, pois o exercício estimula a circulação e força o corpo a colaborar com a ativação cerebral – a atividade física, portanto, é imprescindível para garantir um bom raciocínio nos estudos.

E não esqueça: o importante é ter foco. Não espere para fazer depois o que você estabeleceu para fazer hoje. Se você está achando o ritmo puxado demais, tente não agendar tantas coisas – é importante respeitar seus limites. Mas lembre-se: nunca deixe de passar as matérias que você aprendeu no dia.

Fonte:
http://www.vestibular.com.br/mostradica.php?cod=2


Mas o que é Estudar e Aprender?


Vamos às definições segundo o Aurélio:

Estudar - Aplicar a inteligência para aprender, para saber, ou adquirir instrução ou conhecimentos, dedicar-se à apreciação, análise ou compreensão de; procurar fixar na memória; freqüentar o curso de; exercitar-se, ser estudante, ser estudioso, aprender a conhecer-se; observar-se e analisar-se.

Aprender - Tomar conhecimento de, tornar-se apto ou capaz de alguma coisa, em conseqüência de estudo, observação e experiência.

Diante das definições apresentadas, percebemos que para estudar e aprender é necessário disposição, vontade, desejo e dedicação.
Percebemos que as ações estão intimamente relacionadas, resultando em crescimento intelectual, social e afetivo, culminando na formação de seres humanos mais competentes e atuantes.

A seguir, orientações para aqueles que pretendem estudar e aprender com prazer, reconhecendo que o conhecimento é um bem valioso, capaz de transformar realidades e superar as barreiras que impedem a igualdade de condições para todos.

1 - A importância do Estudo
O estudo que já era uma atividade presente na vida de todos nós, passa a ter sua importância redobrada, não sendo possível, hoje em dia, abrir mão das oportunidades de aprendizagem.

2 - Condições Físicas
O ambiente de estudo deve ser bem iluminado, arejado e silencioso; antes de iniciar o estudo, providenciar todo o material que vai precisar.

3 - Como organizar o tempo de estudo?
A prática correta é estudar um pouco todos os dias.

4 - Como tornar mais produtivo o estudo?

  • Estudar mais a área do conhecimento que menos gosta.

  • Distinguir “não gostar do professor” de “não gostar do conteúdo apresentado pelo professor”.

  • O medo da avaliação atrapalha o estudo. Não estudar por nota, mas estudar porque irá aprender mais.

  • Ninguém aprende nada sem se interessar. Procurar criar interesse.

  • Caso esteja com problemas pessoais, não se culpar por não conseguir estudar.

  • Procure aconselhar-se com alguém.

  • Não estudar em seqüência as áreas do conhecimento parecidas, uma pode atrapalhar a outra. Intercalar Português com Matemática, Ciências com História.

  • Fazer da escola um lugar de orientação, estudar mesmo é o que se faz por conta própria (dentro e fora da escola).

  • Organizar um horário não só para o estudo, mas para todas as atividades.

  • Fixar o lugar e as horas em que estuda.

  • Nas áreas do conhecimento como: matemática, português, inglês, física, química o ideal é refazer as atividades dados em sala, somente praticando é que temos certeza de que sabemos fazer.

  • Já nas áreas do conhecimento como: história, geografia, biologia, ciências temos que esquecer a “decoreba”, o importante é entender a idéia do conteúdo apresentado. Uma dica é fazer um resumo do conteúdo apresentado no mesmo dia da explicação do professor, com isso você irá organizar suas idéias e ajudará na compreensão.

  • Estudar antecipadamente só traz benefícios: você não precisa se preocupar com a avaliação que será no dia seguinte e poderá estudar com calma; terá tempo para tirar as dúvidas com os professores na medida em que elas forem aparecendo e o resultado com certeza será muito mais eficiente.

5 - Horário de estudo
Aqueles que obtêm bons resultados nas avaliações não estudam necessariamente mais tempo do que aqueles que não conseguem. O segredo está em descobrir qual é a forma mais eficiente de estudar. O que importa é a qualidade do estudo e não apenas a quantidade de horas estudadas.
Algumas dicas para elaborar melhor o horário de estudos:

  • Reservar pelo menos duas horas de estudo diário.

  • Procurar estudar os conteúdos apresentados pelo professor o mais cedo possível após a aula.

  • Fazer um intervalo de dez minutos a cada 50 minutos de estudo.

  • Estudar primeiramente os conteúdos mais difíceis.

  • Ao estudar um conteúdo, desligar-se das demais.

  • Não esperar sentir vontade para começar a estudar na hora marcada.

  • Seguir o plano de estudo até formar o hábito.

  • Procurar estudar alternadamente conteúdos onde haja mais ou menos dificuldade.

  • Utilizar o domingo como dia de descanso, no máximo usá-lo para a leitura.

  • Não esquecer de deixar espaço para o lazer, diversão faz muito bem.

Referência Bibliográfica:
RIBEIRO, Marco Aurélio.
A técnica de Estudar. Rio de Janeiro: Editora Vozes.

fonte:http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=853


Acesse este link e saiba um pouco mais sobre como planejar melhor seus estudos http://carolamaralmyblog.blogspot.com/2009/02/planejamento-e-modo-adequado-de-estudar.html

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dicas para uma boa REDAÇÃO

A redação é encarada como uma das principais vilãs das provas de vestibular. Segue abaixo um ótimo vídeo com dicas para redação.
E não esqueça!!!!"Leitura é o principal fator para uma boa Argumentação".


Estudar funcionamento da mente pode ajudar no vestibular


Provas como as do vestibular e do Enem são, para muitos, sinônimo de pânico, nervosismo, dúvidas e uma possível gastrite oriunda de um estresse. Para ajudar os candidatos, o diretor da Conexão RH e especialista em Programação Neurolinguística (PNL), Cláudio Domingos, dá uma dica: trabalhar a mente.

Para ele o nervosismo e a ansiedade são a reação do corpo à nossa maneira de viver, pensar e agir de acordo com os acontecimentos, e as técnicas da neurolinguistica podem ajudar o aluno a superar esses obstáculos.

– A PNL estuda como a mente funciona e como são estruturados o pensamento, a emoção e a comunicação. O que fazemos é reprogramar a mente, eliminando obstáculos e medos que podem atrapalhar – disse Domingos.

O especialista em PNL explica que ao compreender como tudo funciona dentro de si o vestibulando descobre que pode ter mais controle sobre sintomas como estresse e pânico, em vez de ser vítima deles, potencializando sua capacidade de raciocínio e de concentração, evitando que fatores externos o desestabilize.

Em entrevista ao CdB Cláudio Domingos explica ainda que a Programação Neurolinguística se vale da meta-cognição, ou seja, pensar sobre a maneira de pensar.

– A PNL vai utilizar a mesma energia que a mente gasta para sentir medo, pânico e bloqueios, só que fazendo o caminho inverso, fazendo esta energia da mente trabalhar a favor da pessoa. No caso do vestibulando, ele vai aprender com mais facilidade e rapidez e vai transmitir o que aprendeu de forma mais simples e direta. Isso torna seus processos internos muito mais seguros, eficientes e organizados, gerando, é claro, resultados satisfatórios – afirmou.

Como dica aos candidatos Domingos fala sobre evitar frases negativas e sobre o pensamento positivo, tendo uma atitude positiva diante da vida e dos acontecimentos.

– Não podemos mudar a realidade, mas sim a maneira como agimos frente aos acontecimentos. Então, evite o "não". Em vez de dizer - "Eu não posso ficar nervoso durante a prova", diga "Eu vou ficar calmo". Em vez de "Eu não vou esquecer tudo que aprendi" - diga "Eu vou me lembrar de tudo que aprendi". Não tenha medo de nada – disse.

– O medo paralisa o raciocínio, libera uma quantidade enorme de adrenalina é cortisol na corrente sanguínea, substâncias responsáveis por uma infinidade de doenças. Faça a sua parte. Estude, organize sua vida e não fique preocupado com o resultado, que ele virá – aconselha Domingos.


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Brinquedos


As brincadeiras aparentemente simples são fontes de estímulo ao desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança e também é uma forma de auto-expressão. Talvez poucos pais saibam o quanto é importante o brincar para o desenvolvimento físico e psíquico do seu filho. A idéia difundida popularmente limita o ato de brincar a um simples passatempo, sem funções mais importantes que entreter a criança em atividades divertidas.

Em cada fase do desenvolvimento a criança necessita de brincadeiras e jogos adequados a sua faixa etária. Segue abaixo as fases do desenvolvimento infantil até um ano de idade e os respectivos jogos indicados para a faixa etária.

0 a 3 meses

Nessa época o bebê prefere a posição deitado de costas, a cabeça geralmente não está na linha média, ele pode levar as mãos no peito e as olha sendo essa atitude importante para a auto exploração (toque e visão).

O bebê pode ser colocado de costas, pois essa posição estimula os primeiros indícios de comunicação, o sorriso, o balbucio e a fixação do olhar.
Há um controle maior da cabeça quando está de barriga para baixo.


Brinquedos adequados para essa faixa etária:

  • Móbiles com movimentos suaves
  • Músicas suaves
  • Luvas com texturas diferentes para estimular o tato
  • Lanterna
  • Guizos
  • Iluminação suave
  • Luzes, cortinas coloridas, campainhas, sininhos pendurados, objetos frios e mornos comparando os dois.

3 a 6 meses

O próximo padrão importante do desenvolvimento motor é o início da extensão dos membros inferiores e extensão de todo o corpo. Ele pratica esta extensão em todas as posições.

O bebê pode alcançar os objetos com os olhos e não com as mãos mostrando-se excitado e demonstra que quer algo, movimentando as pernas e os braços abrindo e fechando os dedos.

O bebê é capaz de explorar suas mãos e também descobre os pés que vão á boca logo na próxima etapa. Deitado de barriga para baixo apresenta uma atitude serena e estável podendo explorar melhor o ambiente e começa a perceber que existe um mundo que o rodeia. Ele já pode ficar sentado com apoio, pois sua cabeça já não oscila como antes.

A cabeça agora já está firme, seu corpo mais reto. É nessa etapa do desenvolvimento que achamos difícil colocar o bebê sentado, ele se diverte empurrando-se para trás quando está nesta posição, necessitando ainda de apoio.
O sorriso é dedicado ao rosto humano, preferencialmente ao da mãe, evoluindo para gargalhadas, desencadeadas por brincadeiras corporais que lhe dão prazer.

Brinquedos adequados para essa faixa etária:

  • Brinca com o próprio corpo
  • Brincadeiras no colo da mãe
  • Chocalhos musicais
  • Cubos de espuma
  • Argolas de plástico para aproximar as mãos
  • Móbiles que produzam sons quando tocados com os pés ou com as mãos
  • Rolinho feito com toalha para brincar de bruços
  • Instrumentos sonoros de materiais diversos
  • Objetos pendurados para tentar alcançar
  • Bichinhos de borracha para morder
  • Boneca de pano
  • Blocos coloridos
  • Gosta de ouvir adultos cantando
  • Brinquedos de várias texturas, tamanhos e formas
  • Brincadeira de "achou", esconda brinquedos embaixo da fralda de pano

6 a 9 meses

O bebê tem progredido de indivíduo em flexão para indivíduo em extensão e agora tem perfeito controle de cabeça. Alcançou o importante estágio em seu desenvolvimento em que começa a experimentar uma variedade de movimentos com o corpo. Afetivamente ainda estranha as pessoas que não conhece, olha-os intensivamente observando algo que as torne familiar.

Depois de um tempo na presença de estranhos chora compulsivamente, chamamos de "angustia dos 8 meses". Este é um estágio de grande curiosidade, o bebê se torna curioso e inquieto, nessa fase conseguimos observar movimentos de cotovelos e joelhos. Notamos ainda notar que o desenvolvimento dos braços é mais avançado que os da perna. Rola da posição de barriga para baixo para de costas. Quando o bebê começa a rolar, devemos estar atentos para que não caia da cama ou do trocador.

De barriga para baixo agora ele sustenta o corpo não mais com as mãos fechadas e sim com elas abertas. A seguir tomará o peso num só braço e usa o outro para alcançar um brinquedo – primeiro à frente e depois atrás.

Ainda não tem equilíbrio para sentar, tendendo ainda jogar-se para trás, mas o faz com as pernas afastadas. Como o controle da cabeça está completo o bebê é capaz de seguir objetos com os olhos em todas as direções e é também capaz de fixar o olhar em pequenos objetos.

O reflexo do susto (reflexo de Moro) começa a desaparecer dando início a reação de proteção para frente e para os lados, observamos que o bebê na posição sentado com as pernas afastadas, apóia as mãos na frente e ao lado procurando não cair, normalmente entre 6 a 9 meses o bebê adora a posição sentada e demonstra a maturação do sistema nervoso central.

Não tem movimentos finos de seus dedos, tendo de abrir toda a mão antes de agarrar e ser bem sucedidoem pegar. Ele pode manter e transferir objetos de uma mão à outra. Segura objetos grandes com ambas as mãos, olhando-os e levando-os logo à boca.

Importante: neste período são preferidos colheres de madeira, blocos e taças em vez de brinquedos macios, o bebê precisa sentir o que pega, o que chamamos de propriocepção.

Vira-se imediatamente para a origem do som balbucia sorrindo. Quando falam com ele, responde dando gritinhos, vocalizando com variações como se fossem cantigas.

A brincadeira preferida é transferir um objeto de uma mão a outra sem parar. Somente quando o leva a boca, é que aparece a exploração tato oral. Até o final dessa etapa, o bebê já domina as pernas e começa e explorar e a combinar vários tipos de deslocamentos, como, arrastar-se, ficar de joelhos e apoiar as mãos com as perninhas esticadas até que adquire a postura em pé, se deslocando pelos móveis ou segurado pelas mãos.

Brinquedos adequados para essa faixa etária:

•Caixa com brinquedos atraentes
•Caixa com embalagens plásticas
•Brinquedos com som e inquebráveis
•Bolas de vários tamanhos, texturas e formas
•Galões e caixas de vários tamanhos para colocar e retirar algo
•Jogo de esconde - esconde
•Bichinhos de borracha para pressionar e produzir sons
•Cubos de madeira
•Espelho
•Panelas, tampas, bastão de borracha
•Livros de plástico ou de tecido com texturas variadas

9 a 12 meses

O bebê agora atinge o estágio em seu desenvolvimento quando a habilidade de rodar torna-se bem coordenada. Antes a rotação estava presente quando ele rolava, alcançava um brinquedo deitado de costas, ou deitado de bruços, agora aparece a rotação espontânea, o controle do tronco e o equilíbrio para sentar.

O rolar é mais coordenado, pois antes era totalmente desorganizado. Consegue adotar a postura sentada usando a rotação do tronco bem como o apoio das mãos na lateral. Mais tarde ele se arrastará para frente, as pernas participando fortemente no movimento, especialmente os pés.

Senta sem apoio – aparece a reação de proteção para frente depois para o lado, inicialmente com as mãos frouxamente fechadas depois as mãos se abrem em preparação para a tomada de peso.

A habilidade do bebê de alcançar e agarrar os objetos depende de seu equilíbrio e da habilidade de olhar o que está fazendo. É comum neste estágio encontra-lo fazendo movimentos exagerados de todo o corpo e muitas vezes desequilibrado para pegar um brinquedo.

Durante os meses seguintes esses movimentos exagerados gradualmente diminuem. Sua habilidade em manipular melhora, o seu agarrar torna-se mais refinado.

Mantém um objeto em cada mão, transfere de uma mão à outra, começa a tirar objetos de um recipiente e tenta sem sucesso pegar objetos pequenos. Deixa cair objetos grandes no chão e logo após perde o interesse. Usa sons para expressar seu medo e fome.

Brinquedos adequados para essa faixa etária:

•Colar fechado com contas para manusear, puxar e estimular movimento de pinça
•Brinquedos de encaixe simples
•Cofre para guardar moedas grandes
•Túnel
•Tubos para empilhar e encaixar
•Cubos de madeira para empilhar
•Carrinhos para puxar
•Carrinho para empurrar engatinhando
•Bolas
•Fantoches
•Músicas com imitação de gestos
•Brinquedos de construção simples
•Livros com figuras grandes e familiares
•Giz de cera
•Pintura a dedo em cartolina

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